Perguntas frequentes
Dúvidas de cultivo e dúvidas sobre a plataforma, respondidas direto — sem enrolação e sem aula.
Dúvidas de cultivo
O que mais aparece na conversa de quem está montando substrato.
O que é a relação C/N do substrato e por que ela importa?
A relação C/N diz quanto carbono existe para cada parte de nitrogênio na mistura — e é ela que decide se o micélio vai colonizar rápido ou se você vai criar bolor.
Carbono demais e a corrida arrasta: o bloco demora e rende menos. Nitrogênio demais e o substrato vira comida fácil para bactéria e mofo, que crescem mais rápido que o cogumelo. Cada espécie trabalha bem dentro de uma faixa própria, e o número não sai no olho: depende da matéria seca de cada insumo, não do peso do saco.
É essa conta que a calculadora faz: você digita o que pesou e ela devolve a relação C/N da mistura, já comparada com a faixa da espécie escolhida.
Como descobrir a relação C/N ideal para o cogumelo que vou cultivar?
Comece pela espécie: cada uma tem a sua faixa de C/N, e o trabalho é ajustar a mistura até cair dentro dela.
Não existe número único que sirva para tudo — a faixa do shiitake não é a do ostra, e o mesmo insumo varia de fornecedor para fornecedor. Por isso a conta é sempre da sua mistura, com o que você tem no galpão.
O GrowCogs mantém o catálogo de espécies com a faixa de cada uma, levantada de pesquisa e de cultivo real. Você escolhe a espécie e a calculadora persegue essa faixa ao sugerir quanto de cada insumo entrar.
Quanta água colocar no substrato?
A água se calcula sobre a matéria seca de cada insumo, nunca sobre o peso bruto que está na balança.
Dois sacos com o mesmo peso podem trazer quantidades bem diferentes de água dentro: palha guardada em galpão úmido e serragem seca não entram na conta do mesmo jeito. Some a matéria seca de tudo, defina a umidade que você quer no substrato pronto, e a água a adicionar é a diferença.
No GrowCogs a umidade alvo é uma escolha da formulação: se você mudar, o sistema refaz a conta inteira — a água a adicionar, quanto substrato hidratado sai, quantos blocos aquilo enche e quanto de cada insumo passa a ser sugerido para chegar à sua meta de blocos.
Quanto rende um bloco de substrato?
Depende da espécie, da semente, da formulação e do manejo — o número que vale é o seu, e ele se chama taxa de conversão: peso colhido dividido pelo peso do substrato, em porcentagem.
Ninguém sério promete rendimento por bloco; quem promete não sabe qual palha você usou. O que dá para fazer é medir o seu e melhorar em cima disso.
Medir a sua é o que a plataforma faz a cada colheita registrada, bloco a bloco — daí dá para comparar formulação, fornecedor de semente e sala, e ver o que rendeu mais na sua operação.
Quais são as fases do cultivo de cogumelos?
São cinco: inoculação, corrida do micélio, frutificação, desenvolvimento e colheita — e um bloco pode sair do caminho a qualquer momento, se contaminar.
Cada fase pede uma condição de ambiente diferente, e o que serve para uma espécie não serve para outra. Errar a passagem de fase — abrir para frutificar antes de a colonização fechar, por exemplo — costuma custar mais caro que errar a receita.
No GrowCogs cada bloco anda por essas fases com data, foto e observação, e a plataforma mostra os parâmetros da fase para a espécie que você escolheu.
Por que meu bloco contaminou?
Na prática é quase sempre uma destas quatro: esterilização ou pasteurização que não pegou o saco inteiro, semente já comprometida, falha de assepsia na hora de inocular, ou substrato encharcado.
Saber a lista é fácil; difícil é saber qual foi a sua. Isso só o registro conta: anote o fornecedor e o lote da semente, a sala, a data e o clima do período — depois de alguns lotes o padrão aparece, e costuma ser um fornecedor, uma sala ou uma receita, não azar.
É para isso que o bloco contaminado é marcado sem perder o histórico: é ele que permite cruzar contaminação com fornecedor, sala e formulação.
Sobre a plataforma
Preço, plano gratuito, offline, dados e conta.
O que é o GrowCogs?
É uma plataforma para quem cultiva cogumelos controlar a produção do começo ao fim: do cálculo do substrato ao custo do quilo colhido.
São duas partes com os mesmos dados: o site, para o trabalho de mesa (formulação, custos, vendas, relatórios), e o aplicativo Android e iOS, para o galpão — onde ele funciona sem internet e sincroniza depois.
O aplicativo está na Google Play e na App Store.
Para quem serve o GrowCogs?
Para quem cultiva cogumelos para valer, do primeiro lote em casa ao produtor com salas, equipe e clientes.
Quem está começando entra pela calculadora de substrato e pelo acompanhamento dos blocos. Quem já produz usa o resto: estoque de insumos, custo por lote e por quilo, clientes, pedidos e relatórios que comparam um lote com o outro.
Quanto custa o GrowCogs?
São 60 dias com tudo liberado e, depois, R$ 64,90 por mês ou R$ 649 por ano — ou continuar de graça, com até 50 blocos por mês.
O plano pago não tem limite de blocos, não mostra anúncio e inclui 3 pessoas na conta; quem precisa de mais gente pode incluir assentos extras. Ainda não há compra automática: quem quiser o plano completo fala com a gente e a ativação é feita por nós.
O que muda quando o teste grátis acaba?
Nada do que você já criou desaparece: lotes, blocos, formulações, colheitas e fotos continuam lá, visíveis e seus.
O que muda é o que dá para fazer daqui para frente. No plano gratuito valem até 50 blocos inoculados por mês, um banner de anúncio de fornecedores, uma pessoa na conta e registro de clima manual. Saem os módulos do plano pago: estoque, custos, clientes, vendas, financeiro, relatórios, clima automático por sala e equipe.
No aplicativo, o limite de 50 blocos por mês vale a partir da versão 0.7.0; versões mais antigas que ainda estejam instaladas seguem travando pelo critério anterior, que é mais apertado.
O GrowCogs funciona sem internet?
O aplicativo funciona: ele grava tudo no aparelho na hora e sincroniza com o servidor quando encontra sinal.
Isso é o ponto do projeto, não um extra — galpão de cultivo raramente tem rede boa. Você inocula, registra colheita e tira foto offline; quando o celular volta a ter internet, sobe sozinho. O site, esse sim, precisa de conexão.
O aplicativo está na Google Play e na App Store.
E se o sistema sair do ar?
Pode acontecer — todo sistema sai do ar uma hora, e quem promete o contrário está prometendo o que não controla.
O que dá para dizer é como o estrago fica menor: a plataforma roda em infraestrutura da Oracle Cloud, na região de São Paulo, com HTTPS e certificado renovado automaticamente; manutenção é feita de madrugada; e, principalmente, o aplicativo continua funcionando offline enquanto isso — você não para de registrar o que está acontecendo no galpão.
Os dados do meu cultivo são meus?
São seus. Não vendemos seus dados, não há SDK de rastreamento no aplicativo, e a sua produção só aparece para outra pessoa se você compartilhar — publicando na comunidade, convidando alguém para a conta ou chamando um mentor.
O que a plataforma guarda, com quem compartilha (o serviço de clima, por exemplo) e por quanto tempo está na Política de Privacidade — é ela que vale, não este resumo.
Como falo com o suporte do GrowCogs?
Por e-mail, em atendimento@growcogs.com.br, em dias úteis e horário comercial.
Vale para dúvida, para problema e também para pedido de melhoria: boa parte do que existe hoje na plataforma entrou porque um cultivador pediu.
Como excluo minha conta e meus dados?
Pela página de exclusão de conta, sem precisar instalar o aplicativo nem estar logado.
Você informa e-mail e senha, recebe um link de confirmação por e-mail e digita a senha outra vez — três passos de propósito, porque a exclusão é imediata e não tem como desfazer. O que sai, e as duas exceções honestas, estão na Política de Privacidade.
Preciso pagar dentro do aplicativo?
Não. O aplicativo não cobra nada — e não há compra dentro dele nem aqui no site.
Quem quiser o plano completo escreve para atendimento@growcogs.com.br e nós ativamos na conta. Quem fica no plano gratuito instala o app e trabalha normalmente, dentro dos limites do plano.